Analisando um portátil com galáxias dentro: HP Star Wars Special Edition (parte I)

Por esta altura, é um bocado redundante explicar a minha devoção de fã (desde tenra idade) pelo universo Star Wars, pelo que vale mais avançar para o que aqui me traz: no meio da loucura total de merchandising relativo à estreia de O Despertar da Força (que, a propósito, está quase a sair em DVD, blu-ray e digital; cada vez este processo é mais veloz!), muitas foram as propostas nascidas de protocolos entre a Disney e as mais diversas marcas. Algumas previsíveis (creio que não foi surpresa para ninguém os dispensadores de Pez com cabeças das personagens), outras inesperadas e encantadoras (o já lendário BB-8 da Sphero ou o Yoda Interactivo já analisados neste estaminé) e depois, a jóia da coroa: o notebook HP devidamente artilhado, por dentro e por fora, com doses generosas de imaginário Star Wars. Antes de mais: é um excelente portátil, independentemente do aparato decorativo (e que acaba por ser mais do que decorativo, como se verá) relativo à saga. Que não se pense que a HP simplesmente forrou uma máquina banal com panóplia Star Wars e depois cobrou pela licença, mais que pela qualidade do portátil. Não – é um belo, durável e poderoso pedaço de equipamento com o bónus acrescido de mergulhar o utilizador, com extraordinário glamour, numa recriação saborosa dos ambientes da saga, mesmo que o utilizador tenha de levar a cabo a construção de um seco e aborrecido relatório de contas. O HP Star Wars Special Edition Notebook consegue a proeza de ser um objecto profundamente geek, mas, ao mesmo tempo, de uma elegância quase sexy – embora não garanta que possuir este portátil ajude na conquista da pessoa desejada – sobretudo se a pessoa desejada não nutrir qualquer interesse pela saga Star Wars. Seja como for, é inegável que a retroiluminação do teclado cria um ambiente muito jeitoso, como já veremos.

O que garanto é que é um daqueles pedaços de merchandising claramente feito com amor e carinho pela licença, não simplesmente para despachar e fazer render o peixe. Cada milímetro da experiência HP Star Wars Special Edition Notebook é feito não apenas para vender um produto irresistível para fãs, mas para celebrar, com classe e conhecimento, uma das mais amadas e respeitadas propriedades da cultura popular mundial. E essa experiência começa pela embalagem.

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Para além da categoria da mala de cartão (saudações a Linda de Suza!) onde o HP Star Wars vem arrumado, ilustrado de acordo com o aparato do Lado Negro e com a máscara de Kylo Ren dominando o layout, o detalhe do computador vir encaixado em esferovite negra esculpida em forma de Tie-Fighters é revelador do grau de detalhe por trás deste empreendimento. Se é fã, acredite: pela primeira vez na sua vida, vai querer guardar suportes de esferovite com afecto e não apenas por razões utilitárias.

O cuidado na embalagem estende-se à caixa onde vem o cabo de alimentação do portátil e que, com jeitinho, poderá servir também para guardar o rato Star Wars da HP (vendido separadamente, mas muito apetecível para quem quer fazer o chamado pandã) – uma caixa de cartão resistente, com fecho magnético, e uma vistosa ilustração do avô Vader.

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Ainda nem abrimos a tampa e já o HP Star Wars é um regalo para a vista. O visual da couraça deste Notebook consegue a proeza de ser respeitoso para com a licença e, ao mesmo tempo, inesperado. Nada de linhas limpas e simétricas como os interiores das naves do Império e da Primeira Ordem: mantendo a temática do Lado Negro, optou-se por um look meio punk, com a austeridade dos vilões da saga a ser “suja” e “riscada” como se o próprio portátil fosse de combate e já tivesse passado por muitas batalhas. É boa ideia porque resulta num visual de avassaladores níveis de fixe, ao mesmo tempo que o visual previamente riscado e batido poderá ajudar, no futuro, a disfarçar eventuais riscos reais que o utilizador faça no computador, caso o leve, de facto, para um campo de batalha. Ou caso seja, só, extraordinariamente descuidado.

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No interior, há um stormtrooper e a matriz dos corredores da Estrela da Morte na superfície onde fazemos deslizar os nossos dedos que nem X-Wings. É, realmente, bonito…

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Bem como bonita é também a ominosa luz vermelha que sai de baixo de cada tecla, como se debaixo de todas elas estivesse ligado um sabre de luz. Um ambiente perfeito que melhora ainda mais se usarmos este portátil no escuro (e ele está concebido para essa eventualidade):

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É bonito, não é? Podem não trabalhar no HP Star Wars – se o tiverem assim ligado numa mesa, com as luzes baixas,  faz um vistaço em qualquer antro geek. Mas já agora, vale a pena desbravar as entranhas da máquina – não no sentido de a abrir com chaves de fendas e de remexer em coisas que eu não faço ideia para que servem, mas no sentido, por exemplo, de descobrir as toneladas de material que existem no Command Center, no ambiente de trabalho. Não percam, em breve, a parte 2 desta análise!